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quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

Instalando Ruby no Mac OS High Sierra

O Mac OS 10.13 High Sierra, última atualização do SO da Apple, já vem com o Ruby pré-instalado, mas sua versão não é atualizada e não permite o desenvolvimento "direto da caixa". Para desenvolvedores, é preciso instalar a versão mais nova (que, por sinal, já resolveu alguns problemas de compatibilidade recentemente descritos). Como algumas de minhas páginas são baseadas em Jekyll, preciso da nova instalação.

A versão nativa de Ruby no Mac OS 10.13 é a 2.3.3p222 (2016-11-21 revision 56859). Vamos instalar a mais recente. Para isso, prefiro usar o gerenciador de pacotes Homebrew. Antes de qualquer coisa, é preciso ter o Xcode instalado e atualizado na máquina, pois nossa configuração vai depender da biblioteca gcc.
$ ruby -e "$(curl -fsSL https://raw.githubusercontent.com/Homebrew/install/ \
master/install)"
Isso vai instalar o Homebrew no mac. A seguir, usando o instalador para Ruby rbenv:
$ brew install rbenv ruby-build

# Adicione rbenv ao bash para que ele carregue sempre que o terminal é chamado
$ echo 'if which rbenv > /dev/null; then eval "$(rbenv init -)"; fi' >> 
~/.bash_profile
$ source ~/.bash_profile

# Instale o Ruby (versão recomendada)
$ rbenv install 2.4.2
$ rbenv global 2.4.2
$ ruby -v
Para gerenciar minhas gems e suas dependências, eu uso o Bundler, o qual recomendo para quem usa Jekyll. Instalar é trivial:
$ gem install bundler
Após isso, basta ir para a pasta de seu projeto e criar lá um arquivo Gemfile com suas dependências:

source 'https://rubygems.org'
group :jekyl_plugins do
    gem "github-pages"
    gem "jekyll-compose"
  # gem "jekyll-seo-tag"
    gem "jekyll-sitemap"
end
Em seguida, instale as dependências para seu projeto:
$ bundle install
E lembrar de utilizar sempre o comando bundle para chamar a versão local das gems do seu projeto:
$ bundle exec jekyll build
$ bundle exec jekyll serve

sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

Instalando Python 3 no Mac OS High Sierra

No Mac OS X 10.13 High Sierra, a versão de Python que vem embarcada é 2.7.10, instalada no diretório /usr/bin/python. Porém, vem sem o gerenciador de pacotes nativo pip. Por definição, o sistema protege as pastas /System /bin /sbin /usr contra edição, mesmo usando usuário root. A Apple chama isso de SIP - System Integrity Protection. Na verdade, é uma característica interessante do ponto de vista de organização. Eventualmente, você pode desejar usar a versão mais atualizada (e recomendada) de Python, a 3.X (atualmente 3.6.3). Instalar essa versão é extremamente fácil e pode ser feito de duas maneiras:

Instalando Python

1. Primeiro método:

Navegue até python.org/downloads e baixe o pacote de instalação oficial. Clique nele e siga as instruções até o fim. A instalação será feita no diretório /Library/Frameworks/Python.framework. Uma chamada no terminal vai revelar, porém, outro diretório onde está um hard link:
$ which python3
$ /usr/local/bin/python3
Esse método é o mais simples e garantido pelos desenvolvedores oficiais do Python, mas não é o preferido pelos desenvolvedores em geral. Antes, eu também preferia instalar via gerenciadores de pacote, mas ultimamente sempre tenho dado preferência ao instalador oficial quando existe um. No entanto, é preciso avisar, especialmente a quem tem menos experiência, que podem ocorrer erros de dependências se você misturar os métodos (por exemplo, instalar o Python 3 com o instalador oficial e o Python 2 com homebrew, coisa que particularmente faço, mas não recomendo a todo mundo).

2. Segundo método:

Usando o Homebrew é possível fazer instalações seguras e funcionais que ficarão localizadas na pasta /usr/local/bin, eliminando problemas de compatibilidade. Antes de fazer isso, é necessário instalar as ferramentas de desenvolvedor do Xcode (via Apple Store) e o Command Line Tools:
$ xcode-select --install
Depois, é só instalar o Homebrew, se já não estiver no sistema:
$ ruby -e "$(curl -fsSL https://raw.githubusercontent.com/Homebrew
  /install/master/install)"
E, antes de instalar o Python, colocar a pasta de destino no $PATH:
$ export PATH=/usr/local/bin:$PATH
Esta linha pode ser acrescentada no ~/.bash_profile para maior comodidade.
$ echo 'export PATH=/usr/local/bin:$PATH' >> ~/.bash_profile
Por fim, para instalar a nova versão do Python:
$ brew install python
Checando a versão e o local:
$ which python3
/usr/local/bin/python3

$ python3 --version
Python 3.6.3

Instalando a versão mais recente do Python 2.X

Usar o Homebrew para instalar outra versão de Python permite que a versão nativa conviva harmoniosamente com a nova. É possível até instalar a versão mais nova do Python 2.X e usá-lo separadamente, sem interferir com as outras. As instruções de Marina Mele são esclarecedoras.

Note que você acaba com 3 versões de Python que podem ser usadas sem interferir uma com a outra!
Python nativo:
$ which python
/usr/bin/python
$ python --version
Python 2.7.10
$ pip install virtualenv
-bash: pip: command not found #pip não está instalado!
Python 2 atualizado:
$ which python2
/usr/local/bin/python2
$ python2 --version
Python 2.7.14
$ which pip2
/usr/local/bin/pip2
Python 3:
$ which python3
/usr/local/bin/python3
$ python3 --version
Python 3.6.3
$ which pip3
/usr/local/bin/pip3
Finalmente, instalar pacotes à vontade será fácil apenas usando o comando pip2 install.

Usando virtualenv com Python 2.X

A melhor forma de instalar dependências específicas no Python 2.X é usando um ambiente virtual, para assegurar separação e organização das diversas instâncias.
Para instalar virtualenv e virtualenvwrapper:
$ pip2 install virtualenv
$ pip2 install virtualenvwrapper
Em seguida, criar uma pasta que vai conter os ambientes virtuais.
$ mkdir ~/.virtualenvs
Abrir ou criar o arquivo ~/.bashrc e colocar:
export WORKON_HOME=~/.virtualenvs
source /usr/local/bin/virtualenvwrapper.sh
Nota 1: se não existir arquivo .bashrc, deve-se incluir o código seguinte no .bash_profile.
if [ -f ~/.bashrc ]; then
    source ~/.bashrc
fi

Nota 2: é preciso mudar a variável de ambiente que chama o Python instalado pelo Homebrew.
$ vi /usr/local/bin/virtualenvwrapper.sh

# Locate the global Python where virtualenvwrapper is installed.
if [ "${VIRTUALENVWRAPPER_PYTHON:-}" = "" ]
then
    VIRTUALENVWRAPPER_PYTHON="$(command \which python2)"
fi                                                   ^

Por fim, ativar estas mudanças:
$ source ~/.bashrc
Dessa forma, será possível criar um novo ambiente virtual:
$ mkvirtualenv --python=python2 myenviroment
Na pasta ~/.vitualenvs/myenvironment que será criada pelo script. O ambiente será automaticamente ativo. Trocar de ambiente é simples como:
$ workon myenvironment
(myenvironment) $
E, para desativar os ambientes:
(myenvironment) $ deactivate
$
Deletar e listar os ambientes:
$ rmvirtualenv <nome_do_ambiente>
$ lsvirtualenv

Usando ambientes virtuais no Python 3.X

O Python 3 já tem o módulo nativo venv para gerenciar os ambientes virtuais. Logo, é possível usá-lo "direto da caixa" sem necessidade de instalar mais dependências. Para criar um ambiente:
$ python3 -m venv ~/.virtualenvs/myvenv
Dentro do ambiente, o comando python invoca de forma correta a instalação do Python 3.X. Para ativar o ambiente:
$ source ~/.virtualenvs/myvenv/bin/activate
(myvenv) $
Módulos instalados durante o uso de um ambiente virtual python permanecem apenas no ambiente ativo. Para desativar o ambiente:
(myvenv) $ deactivate
$
A versão mais recente do módulo virtualenvwrapper também pode ser usada com o Python 3.X:
$ pip3 install virtualenvwrapper
No entanto, eu nunca tentei instalar este módulo para duas versões diferentes de Python na mesma máquina e estou certo de que isso significa problema. Aconselho a usar o módulo virtualenvwrapper apenas em uma versão do Python. Na minha máquina, eu uso apenas para o Python 2.X

segunda-feira, 9 de outubro de 2017

Instalando Xcode e Command Line Tools no Mac OS High Sierra

O sistema operacional da Apple está na sua mais recente versão, a 10.13 High Sierra. Para o usuário final, é uma das melhores experiências de utilização dentre todos os SO. Para os desenvolvedores, embora existam sistemas melhores para tarefas específicas, o Mac OS ainda é um dos mais usados. Para ser usado por desenvolvedores, o sistema precisa de alguns ajustes a mais. O primeiro de todos é instalar o Xcode, disponível na Appstore (na verdade, é possível pular a instalação do app, o qual é requerido para desenvolver aplicativos compatíveis com o SO Apple).


Se o Xcode já estiver instalado, certifique-se de que tem a última versão, a 9.2. Para atualizar, o processo é semelhante ao de instalar. Após sua instalação, ainda serão necessárias algumas checagens no Terminal. Para checar se o Xcode foi devidamente instalado:

$ xcode-select -p
/Applications/Xcode.app/Contents/Developer
Se você tentar usar um compilador como gcc ou make, talvez veja uma mensagem de erro. Isso significa que ainda precisa instalar o Command Line Tools:

$ xcode-select --install
Ao usá-lo pela primeira vez, será pedido que você concorde com os termos do Apple Developer Program. Verificando se a instalação foi concluída e já se pode usar o compilador gcc:

$ xcode-select -p
/Library/Developer/CommandLineTools

$ gcc --version
Apple LLVM version 6.0 (clang-600.0.54) (based on LLVM 3.5svn)
Target: x86_64-apple-darwin14.0.0
Thread model: posix
Pronto! Já é possível instalar Ruby, Rails, Python, Golang, Node.js, as linguagens e aplicativos de sua preferência, e trabalhar na sua máquina Mac OS. Bom desenvolvimento!

Créditos: este artigo foi parcialmente baseado neste outro em inglês.

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